sexta-feira, 23 de outubro de 2026
SAÚDE

Saúde infantil recebe atenção em municípios de Mato Grosso do Sul; veja como acessar os serviços

Municípios de Mato Grosso do Sul participam de ações de qualificação da saúde infantil, com foco na Atenção Primária, prevenção de doenças e acompanhamento contínuo das crianças. Saiba quais serviços procurar e quando buscar atendimento de urgência.

A saúde infantil em Mato Grosso do Sul tem recebido atenção por meio do fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, da qualificação de profissionais e da organização dos serviços oferecidos nos municípios. Para as famílias, a principal orientação é manter o acompanhamento regular da criança na Unidade Básica de Saúde (UBS), mesmo quando não há sintomas ou necessidade de atendimento imediato.

Em maio de 2026, a Secretaria de Estado de Saúde promoveu uma capacitação sobre a estratégia de Atenção Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (AIDPI). A formação reuniu médicos e enfermeiros de 17 municípios, com o objetivo de melhorar a identificação de problemas de saúde e qualificar o cuidado infantil na rede básica. A iniciativa faz parte de uma política que busca ampliar a capacidade de atendimento próximo da comunidade. (agenciadenoticias.ms.gov.br)

Na prática, a porta de entrada para a maior parte das demandas de saúde da criança é a UBS. É nesse serviço que podem ser realizados o acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento, a atualização da vacinação, a avaliação de sintomas, a orientação sobre alimentação e a identificação de situações que exigem encaminhamento para especialistas ou hospitais.

O que a família pode acompanhar na UBS

O acompanhamento infantil não deve ocorrer apenas quando a criança está doente. As consultas de rotina permitem observar peso, altura, desenvolvimento, alimentação, sono, saúde bucal e situação vacinal. Também ajudam a identificar precocemente alterações que podem ser tratadas com mais facilidade quando descobertas no início.

A frequência das consultas pode variar conforme a idade, as condições de saúde e a avaliação da equipe. Bebês, crianças com doenças crônicas, histórico de prematuridade ou necessidade de acompanhamento especializado podem precisar de um cuidado mais frequente. Por isso, a família deve seguir a orientação dos profissionais responsáveis pelo atendimento.

A Caderneta da Criança é um dos principais instrumentos desse acompanhamento. O documento reúne registros de vacinação, crescimento, desenvolvimento e outros cuidados importantes. É recomendável levá-lo a todas as consultas e apresentá-lo também quando a criança for atendida em outro serviço de saúde.

Vacinação e prevenção de doenças

A vacinação faz parte da proteção básica durante a infância. As doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação podem ser conferidas na UBS ou na sala de vacinação do município. Como calendários, campanhas e orientações podem ser atualizados, a família deve confirmar a situação da criança diretamente em um serviço oficial.

Ao procurar a unidade, é importante levar a caderneta de vacinação e, quando disponível, documentos da criança e do responsável. Se houver dúvida sobre uma dose atrasada, a orientação deve ser solicitada à equipe de imunização. Não é recomendado deixar de procurar o serviço por não ter certeza sobre o histórico vacinal.

Além das vacinas, medidas simples contribuem para reduzir o risco de doenças: lavar as mãos, manter os ambientes ventilados, oferecer alimentação adequada à idade, evitar a exposição da criança à fumaça do cigarro e seguir as orientações sobre aleitamento materno e introdução alimentar.

Como funciona o atendimento no SUS

A Atenção Primária à Saúde é o principal ponto de entrada do Sistema Único de Saúde. Em Mato Grosso do Sul, a rede estadual orienta que as UBS concentrem ações de prevenção, acompanhamento e cuidados básicos, enquanto serviços de maior complexidade atendem situações que exigem exames, especialistas ou recursos hospitalares. (saude.ms.gov.br)

Para uma queixa sem sinais de gravidade, a família deve procurar a UBS de referência do território. A equipe poderá avaliar a criança, orientar o tratamento quando indicado e definir a necessidade de retorno, exame ou encaminhamento.

As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) são destinadas a situações de urgência e emergência. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, deve ser acionado quando houver necessidade de atendimento pré-hospitalar de emergência, especialmente em situações graves ou com risco à vida.

A organização pode variar de um município para outro. Por isso, é importante verificar quais unidades estão ativas, os horários de funcionamento e os fluxos definidos pela Secretaria Municipal de Saúde. A Superintendência de Atenção Primária à Saúde de Mato Grosso do Sul mantém informações sobre a rede e disponibiliza ferramenta para localização de unidades e serviços. (gaps.saude.ms.gov.br)

Quando buscar atendimento com urgência

Alguns sinais indicam que a criança precisa de avaliação rápida. Entre eles estão dificuldade para respirar, coloração arroxeada, desmaio, convulsão, alteração importante do nível de consciência, sangramento intenso, sinais de desidratação, dor intensa, febre em bebê pequeno e piora rápida do estado geral.

Em caso de dúvida, a família pode procurar orientação em um serviço de saúde. Quando houver risco imediato, a recomendação é acionar o Samu pelo número 192 ou dirigir-se ao serviço de urgência indicado pela rede local. O atendimento não deve ser adiado para aguardar uma consulta de rotina.

Febre, tosse, vômito, diarreia e manchas na pele podem ter causas diferentes. A avaliação necessária depende da idade da criança, da duração dos sintomas, do estado geral e de outros sinais associados. Por isso, informações como quando o sintoma começou, quais medicamentos foram administrados e se houve alteração na alimentação ou na ingestão de líquidos devem ser comunicadas à equipe.

Qualificação dos profissionais amplia a capacidade da rede

A estratégia AIDPI orienta profissionais na avaliação integrada de doenças frequentes na infância. O objetivo é reconhecer sinais de gravidade, classificar os quadros, indicar condutas adequadas e orientar os responsáveis. A capacitação promovida pela Secretaria de Estado de Saúde buscou formar multiplicadores para levar esse conhecimento às equipes municipais.

Esse tipo de formação é relevante porque grande parte das queixas infantis chega primeiro à atenção básica. Com equipes preparadas, o serviço pode oferecer uma avaliação mais organizada, identificar riscos com maior rapidez e encaminhar os casos que precisam de atendimento especializado.

O fortalecimento da rede também depende da integração entre municípios, Estado e serviços de referência. Crianças que precisam de exames ou consultas especializadas devem seguir os fluxos de regulação definidos pelo SUS. A equipe da UBS pode explicar os próximos passos e orientar a família sobre documentos, retorno e acompanhamento.

Atenção à primeira infância

As ações de saúde infantil começam ainda no pré-natal e continuam após o nascimento. O cuidado inclui assistência à gestante, acompanhamento do bebê, incentivo ao aleitamento materno, vacinação, prevenção de doenças e observação do desenvolvimento físico e emocional.

Dados do Relatório Anual de Gestão da Secretaria de Estado de Saúde indicam que Mato Grosso do Sul acompanhou ações relacionadas ao aleitamento materno e à atenção primária. O documento registra leve evolução do aleitamento materno exclusivo entre 2024 e 2025, mas também destaca a necessidade de manter e fortalecer as estratégias de cuidado materno-infantil. (saude.ms.gov.br)

A promoção do aleitamento deve ser feita com orientação profissional, respeitando as condições de cada família. Em caso de dificuldades, a mulher pode buscar ajuda na UBS, em bancos de leite humano ou em serviços de referência disponíveis na rede.

O que levar ao atendimento infantil

Para facilitar o atendimento, os responsáveis devem levar a Caderneta da Criança, a caderneta de vacinação, documento de identificação e, quando solicitado, o cartão do SUS. Também é útil informar alergias, doenças anteriores, medicamentos em uso e atendimentos recentes.

Em consultas de acompanhamento, anotar dúvidas antes de sair de casa pode ajudar a aproveitar melhor o atendimento. A família pode perguntar sobre alimentação, sono, desenvolvimento, vacinação, saúde bucal, prevenção de acidentes e sinais que exigem retorno ao serviço.

Quando a criança for encaminhada para outro serviço, o responsável deve confirmar onde será o atendimento e quais documentos ou exames precisam ser apresentados. Se houver mudança de endereço ou telefone, é importante atualizar os dados no cadastro da unidade.

Como a família pode participar do cuidado

O cuidado infantil depende da participação contínua dos responsáveis e do vínculo com a equipe de saúde. Manter consultas e vacinas em dia, observar mudanças no comportamento da criança e procurar orientação diante de dúvidas são atitudes que ajudam a prevenir complicações.

Também é importante não administrar antibióticos, corticoides ou outros medicamentos por conta própria. Mesmo remédios conhecidos podem ter riscos quando usados na dose ou pelo período inadequado. A prescrição deve ser feita por profissional habilitado, após avaliação da criança.

Em Mato Grosso do Sul, informações sobre a rede de Atenção Primária, saúde da criança e serviços disponíveis podem ser consultadas nos canais oficiais da Secretaria de Estado de Saúde e nas secretarias municipais. A unidade básica do território continua sendo o caminho mais indicado para o acompanhamento regular e para a orientação sobre os fluxos locais.

Resumo para os responsáveis

  • Procure a UBS para consultas de rotina, vacinação e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento.
  • Leve a Caderneta da Criança e a caderneta de vacinação aos atendimentos.
  • Use a UPA ou outro serviço de urgência quando houver sinais de gravidade.
  • Acione o Samu pelo telefone 192 em emergências com risco à vida.
  • Não administre medicamentos por conta própria.
  • Confirme horários, endereços e fluxos diretamente com a Secretaria Municipal de Saúde.

A atenção à saúde infantil em Mato Grosso do Sul combina prevenção, atendimento básico, vacinação, qualificação profissional e encaminhamento para serviços de maior complexidade quando necessário. Para as famílias, o acompanhamento contínuo e a procura pelo serviço correto em cada situação são medidas essenciais para proteger a saúde das crianças.