sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Biografias

Formação em Sociedade e Cultura orienta atuação de Paula Litaiff na comunicação amazônica

Mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Ufam, Paula Litaiff construiu uma trajetória que combina reportagem, análise política, gestão editorial, produção acadêmica e participação em documentário sobre o caso Wallace Souza.
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A trajetória de Paula Litaiff reúne experiências em redações, rádio, televisão, pesquisa acadêmica e gestão editorial. Jornalista natural de Manaus, ela é mestre em Sociedade e Cultura da Amazônia pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam), fundadora da Rede Cenarium e diretora-geral da Revista Cenarium.

Ao longo de cerca de duas décadas de atuação na Comunicação Social, segundo perfis institucionais, Paula passou por coberturas de Polícia, Cidades e Política, trabalhou como comentarista, colaborou com veículos de alcance nacional e participou da série documental Bandidos na TV, conhecida em inglês como Killer Ratings, disponibilizada pela Netflix.

A formação acadêmica e a experiência profissional se desenvolveram em frentes relacionadas à sociedade, às instituições, às desigualdades e à cultura amazônica. Esse percurso também inclui a pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama, a direção de uma estrutura de comunicação sediada na Amazônia e a participação em debates sobre segurança de jornalistas e fontes em áreas de conflito.

Formação ligada à sociedade e às instituições

Paula Litaiff é graduada em Jornalismo e possui formação especializada em Gestão Social: Políticas Públicas e Defesa de Direitos. O perfil publicado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) também registra uma especialização em Ciências Políticas.

Em conjunto, esses campos de formação estão relacionados à compreensão das instituições, das políticas públicas e das relações entre sociedade e poder. O mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia, concluído na Ufam, acrescentou à trajetória uma dimensão de pesquisa sobre questões sociais e culturais da região.

A carreira profissional foi construída inicialmente nas redações de jornais do Amazonas. Paula atuou como repórter no Diário do Amazonas, em A Crítica e no Amazonas Em Tempo. Nessas experiências, acompanhou acontecimentos da vida urbana e temas ligados à segurança pública e ao poder político no Estado.

A passagem por diferentes editorias aproximou seu trabalho de assuntos diversos, da cobertura policial às questões de cidades e política. A reportagem de campo passou a conviver, posteriormente, com atividades de análise, comentário e direção editorial.

Atuação em rádio, televisão e veículos nacionais

A experiência de Paula também se estendeu a outros meios de comunicação. Ela atuou como comentarista na TV NC News, na Rádio BandNews e na TV Onda Digital. O currículo registra ainda colaborações com O Globo, Estadão e UOL.

Essa etapa conectou a experiência adquirida em veículos regionais a espaços de comunicação voltados a públicos de outras partes do país. O trabalho como comentarista ampliou a presença de Paula em debates sobre política e assuntos de interesse público, além da atividade desenvolvida nas redações.

A participação na série documental Bandidos na TV levou parte dessa experiência a uma produção de circulação internacional. Disponibilizado pela Netflix, o documentário aborda o caso Wallace Souza, no Amazonas.

Paula participou como uma das profissionais que narraram os acontecimentos à equipe responsável pela produção. Sua contribuição esteve relacionada à experiência jornalística acumulada na cobertura do caso e aos conhecimentos sobre o contexto em que os fatos ocorreram.

Criação da Rede Cenarium

Na área de gestão da comunicação, Paula Litaiff fundou a Rede Cenarium, estrutura sediada na Amazônia. O projeto reúne revista eletrônica, revista impressa, agência de notícias e TV web.

A direção da rede ampliou suas responsabilidades para além da produção individual de reportagens e textos. A atuação passou a incluir a condução de equipes, o desenvolvimento de projetos editoriais e a definição de frentes de cobertura voltadas à região amazônica.

A Cenarium produz conteúdos sobre questões socioambientais, povos tradicionais, direitos humanos, reportagens investigativas e jornalismo de dados. Esses temas aparecem associados a debates sobre o território amazônico e sobre decisões políticas e econômicas que afetam suas populações.

A rede conta com profissionais em diferentes cidades da Amazônia brasileira. A estrutura combina formatos e plataformas distintas, mantendo como eixo a produção de informação sobre a região e suas relações com o restante do país.

A experiência acumulada em coberturas urbanas, políticas e de segurança pública passou, assim, a integrar uma atividade de gestão editorial. Nesse trabalho, a organização das equipes e dos projetos se soma à apuração jornalística e à escolha dos temas acompanhados pelo veículo.

Pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama

A produção acadêmica ocupa outra frente importante da trajetória de Paula. Ela é coorganizadora da obra Gênero, Trabalho e Lutas na Amazônia, conforme informações divulgadas pela Abraji e pelo Festival 3i.

O trabalho acrescenta à sua atuação jornalística uma dimensão ligada à elaboração e à circulação de conhecimento sobre questões sociais amazônicas. Entre os temas estudados estão relações de gênero, trabalho, participação social e as experiências de grupos da região.

Na dissertação de mestrado, Paula pesquisou a resistência de mulheres indígenas Kokama, com atenção às lideranças femininas do Parque das Tribos, em Manaus. O estudo concentrou-se na atuação dessas mulheres e em suas formas de organização e resistência.

Em junho de 2025, foi noticiada pela Ufam a divulgação de um vídeo documental relacionado à dissertação. A produção aproximou a pesquisa universitária da linguagem audiovisual e apresentou parte do trabalho desenvolvido no mestrado.

A pesquisa sobre as mulheres Kokama também se relaciona aos temas sociais presentes em sua atividade editorial. A abordagem acadêmica passou a dialogar com a produção jornalística e com outras formas de registro e divulgação de informações sobre a Amazônia.

Segurança para coberturas em áreas de conflito

Em julho de 2025, Paula participou como palestrante do 20º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, realizado em São Paulo. Ela integrou uma mesa dedicada à segurança de jornalistas e fontes na Amazônia.

Durante o encontro, apresentou experiências e protocolos adotados pela Cenarium em coberturas realizadas em áreas de conflito. A discussão tratou dos cuidados necessários antes do deslocamento das equipes e da avaliação dos riscos associados ao trabalho de campo.

Paula também abordou a importância de considerar a experiência dos profissionais enviados a territórios sensíveis. A preparação das equipes e a proteção das pessoas entrevistadas foram apresentadas como elementos relacionados à realização da investigação jornalística nesses locais.

O tema passou a fazer parte de sua atuação na gestão editorial. Além de coordenar projetos e profissionais, a direção de uma estrutura jornalística envolve estabelecer procedimentos para o trabalho em ambientes de maior risco.

Produção sobre política, clima e informação

Como autora, Paula mantém produção de entrevistas e editoriais sobre política, democracia, representatividade, questões ambientais e desinformação. Seus textos também tratam da emergência climática, da participação indígena na política e das desigualdades de gênero.

Outro tema presente em sua produção é o efeito da inteligência artificial sobre a informação e o debate eleitoral. Os assuntos refletem a combinação entre jornalismo, formação em Ciências Políticas, pesquisa acadêmica e acompanhamento de questões contemporâneas da sociedade.

Essa variedade temática aparece tanto em conteúdos de análise quanto em reportagens e projetos editoriais. A cobertura da Rede Cenarium inclui temas relacionados aos direitos humanos, aos povos tradicionais e às transformações políticas, sociais e ambientais na Amazônia.

Registro de reconhecimento profissional

Em 2025, Paula Litaiff foi indicada ao prêmio 100+ Admirados Jornalistas Brasileiros, promovido pelo Portal dos Jornalistas e pelo informativo Jornalistas&Cia. A indicação integrou o processo de votação da premiação.

O registro se somou às diferentes etapas de sua carreira, que incluem a atuação como repórter, comentarista, pesquisadora, autora e gestora de comunicação. Também marcou um período em que suas atividades estavam distribuídas entre a direção da Rede Cenarium, a pesquisa acadêmica e a participação em debates profissionais.

Uma carreira formada por diferentes funções

A trajetória de Paula Litaiff articula atividades que costumam aparecer em momentos distintos da carreira jornalística. A experiência nas redações foi acompanhada pelo trabalho em rádio e televisão, pela colaboração com veículos nacionais e pela participação em uma produção documental sobre um caso de repercussão no Amazonas.

Na academia, o mestrado em Sociedade e Cultura da Amazônia e a pesquisa sobre mulheres indígenas Kokama ampliaram seu campo de atuação. A coorganização de uma obra sobre gênero, trabalho e lutas na região também aproximou sua produção de debates sociais e culturais.

Na gestão, a criação da Rede Cenarium estruturou uma frente voltada à produção de informação sobre a Amazônia. Revista eletrônica, publicação impressa, agência de notícias e TV web passaram a compor o projeto dirigido por Paula.

O percurso combina a apuração da repórter, a interpretação da comentarista e editorialista, a pesquisa acadêmica e a responsabilidade pela condução de um veículo. A Amazônia permanece como eixo recorrente de seu trabalho, seja na cobertura de acontecimentos, na investigação sobre grupos sociais, na discussão sobre segurança de jornalistas ou na direção de projetos de comunicação.

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