As campanhas de prevenção em Mato Grosso do Sul têm ampliado a atuação nos municípios do interior, com ações voltadas à vacinação, ao combate ao mosquito Aedes aegypti, à vigilância de doenças e à orientação dos moradores. As iniciativas são coordenadas pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), em parceria com as secretarias municipais e as unidades do Sistema Único de Saúde (SUS).
Na prática, a população pode encontrar atividades em unidades básicas de saúde, escolas, espaços públicos, eventos comunitários e pontos definidos pelas prefeituras. Como a programação varia de acordo com cada município, a principal orientação é acompanhar os canais oficiais da prefeitura, da secretaria municipal de Saúde e da SES.
O objetivo das campanhas é levar informação e serviços para mais perto dos moradores, especialmente em regiões onde o deslocamento até centros de referência pode ser maior. As ações também buscam identificar riscos com antecedência e estimular a procura por atendimento diante de sintomas.
Quais ações de prevenção estão sendo realizadas
Entre as principais frentes de prevenção em Mato Grosso do Sul estão o incentivo à vacinação, o controle de criadouros do Aedes aegypti, a vigilância epidemiológica e a capacitação de profissionais da rede pública.
Em 2026, a SES reforçou a orientação para que os moradores eliminem recipientes com água parada em casas, quintais, terrenos e áreas comuns. A medida é considerada uma das formas mais importantes de reduzir a reprodução do mosquito transmissor da dengue e da chikungunya. Dados divulgados pela secretaria indicaram a circulação dessas doenças no Estado e a necessidade de manter os cuidados mesmo fora dos períodos de maior mobilização. (saude.ms.gov.br)
Outra frente é a atualização da situação vacinal. Campanhas de intensificação podem ser organizadas pelos municípios conforme o público prioritário, a vacina disponível e as orientações do Ministério da Saúde. A SES informou que as ações contra o sarampo envolveram os 79 municípios sul-mato-grossenses, com reforço da vacinação e da vigilância de casos suspeitos. (saude.ms.gov.br)
Também há iniciativas de preparação dos serviços para doenças de relevância epidemiológica. Em junho de 2026, profissionais de municípios da região leste participaram de uma capacitação sobre vigilância e resposta à malária, com atividades relacionadas à identificação, investigação e encaminhamento de casos. (saude.ms.gov.br)
Como o morador pode participar
A participação da população é parte central das campanhas de prevenção. Mesmo quando a ação ocorre em um local específico, muitos cuidados podem ser adotados diariamente em casa, no trabalho, na escola e em áreas de convivência.
- Verifique se a carteira de vacinação está atualizada e procure a unidade de saúde do município para confirmar as doses indicadas.
- Reserve um período da semana para vistoriar quintais, calhas, caixas-d’água, vasos de plantas, ralos, pneus e outros locais que possam acumular água.
- Mantenha recipientes de armazenamento de água tampados e descarte corretamente objetos sem utilidade que possam se transformar em criadouros.
- Permita, quando houver programação oficial, a entrada dos agentes de controle de endemias para inspeção e orientação do imóvel.
- Procure atendimento de saúde diante de sintomas persistentes ou sinais de agravamento, sem esperar a evolução do quadro.
- Compartilhe informações de fontes oficiais e evite divulgar mensagens sem confirmação sobre vacinas, doenças ou tratamentos.
O combate ao mosquito depende de ações do poder público e dos moradores. A vigilância pode identificar áreas de risco, orientar a comunidade e realizar medidas de controle, mas uma parte significativa dos possíveis criadouros está dentro ou no entorno das residências. Por isso, a inspeção regular dos imóveis continua sendo uma atitude prática e de baixo custo.
Onde buscar vacinação e orientações
O primeiro local para buscar informações é a unidade básica de saúde mais próxima da residência. A equipe pode informar se há vacinação disponível, quais documentos são solicitados, se existe necessidade de agendamento e quais públicos estão incluídos na campanha em andamento.
Em geral, é útil levar um documento de identificação e a carteira de vacinação, quando disponível. No entanto, os critérios de atendimento podem variar conforme a ação, a faixa etária, a condição de saúde e a orientação vigente. Por isso, o morador deve confirmar previamente com a secretaria municipal de Saúde.
As prefeituras também podem divulgar calendários de vacinação, mutirões e ações itinerantes em seus sites e redes sociais oficiais. Em municípios menores, informações podem ser repassadas pelas unidades de saúde, pelos agentes comunitários, pelas escolas e por comunicados locais.
A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul reúne notícias, orientações e informações institucionais sobre as ações estaduais. Para saber o endereço e o horário de atendimento mais próximos, o cidadão deve consultar a prefeitura ou a secretaria municipal de Saúde de seu município.
Cuidados contra dengue e chikungunya
A prevenção das arboviroses exige atenção contínua, principalmente após períodos de chuva. O Aedes aegypti pode se reproduzir em pequenas quantidades de água acumulada, inclusive em objetos aparentemente sem risco.
Entre os pontos que devem ser observados estão pratos de vasos de plantas, brinquedos deixados no quintal, garrafas, lonas, piscinas sem tratamento, bandejas de ar-condicionado, calhas e caixas-d’água. A limpeza precisa incluir a remoção de sujeira e ovos que possam ficar aderidos às superfícies.
Além da eliminação de criadouros, a população deve observar sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça, manchas na pele e mal-estar. Os sinais podem variar conforme a doença e a condição de cada pessoa. A orientação é procurar a unidade de saúde para avaliação, especialmente em crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
O uso de repelente, roupas que cubram braços e pernas e telas de proteção pode ajudar a reduzir o contato com mosquitos. Essas medidas, porém, não substituem a remoção de água parada nem o acompanhamento de orientações dos serviços de saúde.
Por que a vacinação deve ser conferida
A vacinação de rotina é uma das principais ferramentas de prevenção disponíveis no SUS. A conferência da carteira permite identificar doses atrasadas e atualizar a proteção de acordo com a idade e as condições de saúde da pessoa.
Campanhas específicas podem ser abertas para públicos definidos pelas autoridades sanitárias. Nesses casos, a comunicação oficial informa quem pode receber a vacina, onde ela está disponível e quais documentos ou comprovantes podem ser necessários.
Quando a carteira não está disponível, o morador deve procurar a unidade de saúde para receber orientação. A equipe poderá verificar os registros existentes nos sistemas de informação e indicar os próximos passos, conforme as regras da campanha.
A SES também mantém ações de vigilância para doenças que podem voltar a circular quando a cobertura vacinal diminui. No caso do sarampo, o Estado informou que reforçou a vacinação e o monitoramento de doenças exantemáticas, em articulação com os municípios. (saude.ms.gov.br)
Como identificar informação confiável
Em períodos de campanha, aumentam as mensagens compartilhadas em aplicativos e redes sociais. Antes de seguir uma orientação, o morador deve verificar se a informação foi publicada por um órgão de saúde, pela prefeitura ou por uma unidade oficial do SUS.
É importante desconfiar de conteúdos que prometem prevenção garantida, indicam medicamentos sem avaliação profissional ou anunciam datas e locais sem mencionar a fonte. Mudanças de programação podem ocorrer por causa da disponibilidade de vacinas, condições climáticas, logística ou decisões municipais.
Também não é recomendável substituir uma consulta por informações encontradas na internet. Materiais de campanha têm finalidade educativa e não eliminam a necessidade de avaliação profissional quando há sintomas ou dúvidas específicas.
O que fazer quando não houver campanha no município
A ausência de um mutirão ou de uma ação especial não significa que os cuidados de prevenção estejam suspensos. As unidades básicas de saúde seguem sendo a porta de entrada do SUS para orientações, vacinação de rotina, acompanhamento e encaminhamentos.
O morador pode procurar a secretaria municipal de Saúde para perguntar sobre a próxima atividade, solicitar orientações para o bairro e comunicar possíveis focos do mosquito. Em situações de risco coletivo, a informação rápida às autoridades ajuda a direcionar as equipes de vigilância.
As campanhas que chegam ao interior de Mato Grosso do Sul funcionam melhor quando são acompanhadas por medidas permanentes. Manter a vacinação em dia, eliminar água parada, observar sintomas e buscar informação em canais oficiais são atitudes que ajudam a proteger a comunidade ao longo de todo o ano.








