Mato Grosso do Sul é conhecido nacionalmente por destinos como Bonito, a Serra da Bodoquena e o Pantanal. Mas o estado também reúne uma grande variedade de paisagens naturais menos divulgadas, distribuídas entre regiões de transição do Cerrado, do Pantanal e da Mata Atlântica.
Há opções para quem busca cachoeiras, rios, cânions, trilhas, cavernas, sítios arqueológicos, observação de aves e contato com comunidades rurais. Em muitos desses lugares, a estrutura turística ainda é menor do que a encontrada nos destinos mais famosos. Por isso, o planejamento antecipado é essencial.
Confira sete áreas que ajudam a revelar as belezas naturais escondidas de Mato Grosso do Sul e veja os cuidados necessários antes de visitar cada uma delas.
1. Costa Rica: cachoeiras, cânions e aventura no norte do estado
Localizado no norte de Mato Grosso do Sul, o município de Costa Rica combina paisagens do Cerrado com áreas de transição para o Pantanal. A região é conhecida por atividades de ecoturismo, turismo de aventura e visitas a áreas naturais.
Entre os destaques está o Parque Natural Municipal Salto do Sucuriú, associado a cachoeiras, corredeiras e atividades ao ar livre. O Cânion do Engano também aparece entre os atrativos divulgados para a região, que reúne formações rochosas, cursos d’água e áreas favoráveis à contemplação da paisagem.
O destino pode interessar especialmente a quem prefere roteiros com trilhas, banho de cachoeira e aventura. Antes de viajar, é recomendável confirmar quais atrativos estão abertos, se há necessidade de agendamento e quais atividades exigem acompanhamento de guia ou condutor local.
Informações sobre Costa Rica e seus atrativos podem ser consultadas no portal oficial de turismo de Mato Grosso do Sul.
2. Alcinópolis: arte rupestre em meio ao Cerrado
Alcinópolis, também no norte do estado, é conhecida pela presença de grutas, cânions, formações de arenito e pinturas rupestres. O município é apresentado pela Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul como uma referência estadual em arte rupestre.
A paisagem combina paredões rochosos, áreas de vegetação nativa e vestígios de ocupação humana antiga. O Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari, que abrange áreas de Costa Rica e Alcinópolis, protege nascentes, cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos. O local também guarda vestígios de ocupação humana estimados em milhares de anos.
Por se tratar de uma área de preservação com atrativos naturais e arqueológicos, a visita deve seguir as regras definidas pelos responsáveis. Não é permitido retirar fragmentos de rocha, tocar nas pinturas, fazer inscrições ou circular fora das áreas autorizadas.
O acesso a alguns pontos pode depender de condições climáticas, autorização e acompanhamento especializado. A recomendação é procurar a prefeitura, os órgãos ambientais ou os canais oficiais de turismo antes de montar o roteiro.
3. Rio Verde de Mato Grosso: balneários, corredeiras e cachoeiras
Rio Verde de Mato Grosso está entre os destinos do estado que oferecem alternativas de lazer em rios, balneários e áreas de natureza. A cidade integra a região turística Cerrado-Pantanal, marcada pela presença de chapadas, cânions, cachoeiras e fauna característica dos dois biomas.
Os atrativos locais são indicados para quem busca passeios de um dia, banho em áreas naturais e contato com paisagens menos urbanizadas. Dependendo do local, a experiência pode incluir trilhas curtas, corredeiras ou áreas de descanso próximas aos cursos d’água.
Como a estrutura varia entre os atrativos, o visitante deve verificar previamente a existência de banheiros, alimentação, estacionamento, sinal de telefone e formas de pagamento. Também é importante confirmar se o banho é permitido e se há restrições durante períodos de chuva ou cheia dos rios.
4. Corguinho e Rochedo: opções de natureza perto de Campo Grande
Para quem parte de Campo Grande, os municípios de Corguinho e Rochedo oferecem alternativas de turismo de aventura e contemplação sem a necessidade de viajar até os destinos mais conhecidos do estado.
A região reúne cachoeiras, áreas rurais, trilhas e propriedades voltadas a experiências de contato com a natureza. O potencial turístico local inclui atrativos com visitação mais restrita e fluxo menor do que o observado em Bonito, o que pode favorecer roteiros tranquilos, desde que a visita seja previamente combinada.
O acesso a muitas áreas depende de propriedades particulares ou de operadores locais. Por esse motivo, não é indicado seguir apenas aplicativos de navegação ou tentar entrar em estradas rurais sem confirmar a autorização. Além de evitar deslocamentos desnecessários, o contato prévio ajuda a verificar condições da estrada e exigências para a visita.
O planejamento também deve considerar que estradas de terra podem ficar difíceis para veículos comuns durante períodos de chuva. Em áreas de mata e de rios, o acompanhamento de um condutor local é uma medida importante de segurança.
5. Bodoquena e Jardim: paisagens da Serra além dos roteiros tradicionais
A Serra da Bodoquena é frequentemente associada a Bonito, mas os municípios de Bodoquena e Jardim também concentram rios de águas claras, trilhas, cachoeiras, dolinas, grutas e áreas de mata.
Em Bodoquena, os atrativos divulgados incluem trilhas em áreas serranas, quedas d’água e paisagens associadas aos rios da região. Jardim, por sua vez, abriga experiências de flutuação, observação de aves, cavernas e formações naturais que complementam o roteiro tradicional de Bonito.
Mesmo quando o passeio parece simples, é necessário observar as regras de cada atrativo. Muitos locais trabalham com limite de visitantes, horários definidos e necessidade de reserva. Em atividades aquáticas, a presença de guia, o uso de equipamentos e o respeito às áreas de nascente são fundamentais para a segurança e a conservação.
O site da Fundação de Turismo de Mato Grosso do Sul recomenda que o visitante procure prestadores cadastrados e siga as orientações dos responsáveis pelos passeios. A consulta ao cadastro do Ministério do Turismo também pode ajudar na escolha de empresas regularizadas.
6. Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema: rios, áreas úmidas e observação de fauna
No sul de Mato Grosso do Sul, o Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema protege uma extensa área entre os rios Ivinhema e Paraná, abrangendo partes dos municípios de Taquarussu, Jateí e Naviraí.
A unidade de conservação preserva ambientes de várzea, lagoas, canais e áreas de vegetação associadas aos rios. Esse tipo de paisagem favorece a observação de aves e de outros animais, além de oferecer uma visão diferente da natureza sul-mato-grossense, distante dos cenários mais conhecidos da Serra da Bodoquena e do Pantanal.
A visita a uma unidade de conservação exige atenção às regras ambientais. O visitante deve confirmar se há áreas abertas ao público, quais atividades são permitidas e se é necessário acompanhamento de monitores ou autorização prévia.
Não alimente animais, não recolha plantas ou pedras, evite ruídos excessivos e leve de volta todo o lixo produzido. Em ambientes alagáveis, o nível da água e as condições de acesso podem mudar rapidamente.
7. Aquidauana e Miranda: experiências pantaneiras fora dos roteiros mais conhecidos
Aquidauana e Miranda funcionam como portas de entrada para o Pantanal sul-mato-grossense. Além das paisagens abertas e da observação de animais, os municípios oferecem hospedagens rurais, safáris fotográficos, cavalgadas, trilhas, focagem noturna e experiências ligadas à cultura pantaneira.
Esses roteiros podem ser uma alternativa para quem deseja conhecer o Pantanal com mais tempo e menor concentração de visitantes. A experiência varia conforme a época do ano, o nível dos rios e a localização da hospedagem. No período de cheia, áreas alagadas podem ampliar a presença de aves e animais aquáticos, mas também alterar o acesso por estrada.
Ao escolher uma pousada ou operação turística, verifique o que está incluído na diária, quais passeios são oferecidos, como é feito o transporte e se há acompanhamento de guias. Também é importante confirmar a política de cancelamento para situações de chuva intensa ou alteração das condições de acesso.
Como planejar uma viagem de natureza em Mato Grosso do Sul
Confira o acesso antes de sair
Nem todos os atrativos têm acesso livre ou funcionamento diário. Alguns ficam em propriedades particulares, unidades de conservação ou áreas que dependem de autorização. Confirme o endereço, o caminho, o estado da estrada, os horários e a necessidade de reserva.
Reserve com antecedência quando necessário
Passeios de flutuação, trilhas guiadas, cavernas, cachoeiras e atividades de aventura podem operar com limite de visitantes. A reserva antecipada reduz o risco de chegar ao destino e não encontrar disponibilidade.
Use roupas e equipamentos adequados
Para trilhas, prefira calçados fechados e confortáveis, roupas leves, proteção contra o sol, repelente e uma garrafa de água. Em passeios aquáticos, siga as orientações sobre colete, máscara, calçado e demais equipamentos fornecidos pelo operador.
Não entre em rios sem orientação
Correnteza, profundidade, pedras escorregadias e mudanças provocadas pela chuva podem tornar um trecho perigoso. O banho só deve ocorrer em locais autorizados e indicados pelos responsáveis pelo atrativo.
Respeite a fauna e a flora
Não alimente animais, não tente se aproximar para fotografar e mantenha distância segura. Também não retire plantas, conchas, pedras ou qualquer elemento natural. Em áreas com pinturas rupestres, é proibido tocar ou fazer marcas nas superfícies.
Leve dinheiro e confira a conexão
Em áreas rurais, o sinal de celular pode ser limitado e nem todos os estabelecimentos aceitam pagamento eletrônico. Antes de seguir para regiões afastadas, confirme as formas de pagamento, abasteça o veículo e informe alguém sobre o roteiro.
Quando visitar as belezas naturais do estado
A melhor época depende do tipo de experiência desejada. Atividades em rios e nascentes podem ser influenciadas pela chuva, que altera a visibilidade e o volume da água. Já a observação de fauna no Pantanal varia conforme o ciclo de cheia e seca.
Por isso, não existe um único período ideal para todos os destinos. Antes de reservar hospedagem ou passeio, consulte a previsão do tempo, confirme as condições de acesso e pergunte ao operador como a estação do ano interfere na atividade escolhida.
As belezas naturais escondidas de Mato Grosso do Sul oferecem experiências variadas, mas exigem planejamento e responsabilidade. Ao priorizar operadores regularizados, respeitar as regras ambientais e valorizar os serviços locais, o visitante contribui para que cachoeiras, rios, cânions, trilhas e áreas de preservação continuem disponíveis para as próximas gerações.
Para ampliar a pesquisa, consulte o VisitMS e os canais oficiais das prefeituras e unidades de conservação antes de confirmar o roteiro.


