sexta-feira, 23 de outubro de 2026
CIDADES

Conheça cidades de Mato Grosso do Sul que merecem uma visita

Mato Grosso do Sul tem cidades que oferecem experiências variadas para quem gosta de ecoturismo, vida selvagem, história, gastronomia e cultura de fronteira. Conheça alguns dos principais destinos do estado.

As cidades de Mato Grosso do Sul reúnem alguns dos cenários naturais mais conhecidos do Centro-Oeste brasileiro. O estado tem destinos associados ao ecoturismo, como Bonito e Jardim, áreas de preservação e observação de animais no Pantanal, além de centros urbanos marcados pela cultura regional, pela gastronomia e pela proximidade com países vizinhos.

Com 79 municípios, Mato Grosso do Sul faz fronteira com Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, São Paulo e Paraná, além de Paraguai e Bolívia. A diversidade geográfica ajuda a explicar a variedade de roteiros: há rios de águas cristalinas, áreas alagáveis, formações rochosas, reservas naturais, cidades históricas e municípios de fronteira. (ibge.gov.br)

A seguir, veja cidades que merecem entrar no planejamento de quem deseja conhecer melhor o estado.

Bonito: referência em ecoturismo e águas transparentes

Bonito é um dos destinos mais conhecidos de Mato Grosso do Sul e concentra atividades ligadas ao ecoturismo. A cidade é procurada por causa dos rios de águas transparentes, das nascentes, das cachoeiras, das grutas e das áreas destinadas à observação da natureza.

Entre as experiências mais associadas ao município estão as flutuações em rios, nas quais o visitante observa peixes e a vegetação submersa usando máscara e snorkel. Também há balneários, trilhas, mergulho, rapel, arborismo e visitas a cavernas, conforme o atrativo escolhido e as condições de acesso.

O turismo em Bonito é organizado em torno de áreas particulares e unidades que trabalham com controle de visitação. Por isso, os passeios costumam exigir reserva antecipada, pagamento de ingresso e acompanhamento de profissionais ou guias credenciados, dependendo da atividade. As regras variam de um atrativo para outro.

A cidade também funciona como base para conhecer pontos da Serra da Bodoquena, região turística que inclui municípios como Bodoquena, Jardim, Guia Lopes da Laguna, Nioaque e Porto Murtinho. O conjunto combina rios, serras, cavernas, áreas rurais e paisagens do Cerrado. (turismo.ms.gov.br)

Jardim: rios, cavernas e o Buraco das Araras

Localizada na região de Bonito e Serra da Bodoquena, Jardim é uma alternativa para quem deseja conhecer atrações naturais sem limitar o roteiro ao município de Bonito. A cidade reúne áreas de banho, rios de águas claras, nascentes e propriedades voltadas ao turismo de natureza.

Um dos atrativos mais conhecidos é o Buraco das Araras, uma grande formação geológica em formato de dolina. O local é utilizado para observação de aves e ganhou notoriedade pela presença de araras-vermelhas, além de outras espécies que podem ser vistas durante as visitas.

Jardim também é associada a atividades de flutuação e contemplação. No Balneário Municipal, por exemplo, o visitante encontra estrutura voltada ao lazer junto ao rio, com áreas para descanso e convivência. A disponibilidade de serviços, horários e regras deve ser confirmada antes da viagem.

O município pode ser incluído em roteiros combinados com Bonito, Bodoquena e outras localidades da Serra da Bodoquena. Essa integração permite alternar passeios de aventura, banho de rio, observação de animais e momentos de descanso. (turismo.ms.gov.br)

Corumbá: história, Pantanal e cultura de fronteira

Corumbá é conhecida como a Capital do Pantanal e está às margens do rio Paraguai, na fronteira com a Bolívia. A cidade combina patrimônio histórico, manifestações culturais, turismo de natureza e acesso a áreas pantaneiras.

O centro urbano preserva construções, igrejas, praças e casarões relacionados à formação histórica do município. O Museu de História do Pantanal, instalado em um prédio do século 19, é um dos espaços que ajudam a compreender a relação entre a cidade, o rio, a ocupação regional e a vida pantaneira.

Para quem busca contato com a natureza, Corumbá é uma das principais portas de entrada para o Pantanal sul-mato-grossense. Entre as atividades disponíveis estão safáris fotográficos, passeios fluviais, observação de aves, cavalgadas, pesca esportiva e roteiros por estradas-parque. A paisagem muda conforme o período de cheia e seca, o que influencia a experiência de visitação e a presença de animais.

A cidade também tem forte calendário cultural. O Banho de São João é uma das manifestações tradicionais mais conhecidas de Corumbá e reúne elementos religiosos, musicais e populares. A proximidade com a Bolívia acrescenta ao roteiro experiências de comércio, gastronomia e circulação entre cidades de fronteira. (turismo.ms.gov.br)

Aquidauana: uma porta de entrada para o Pantanal

Aquidauana é outro município importante para quem pretende conhecer o Pantanal. Situada na transição entre áreas urbanas, campos, serras e planícies alagáveis, a cidade permite organizar passeios voltados à observação da fauna, ao turismo rural e à contemplação da paisagem.

Aquidauana também está relacionada à região da Serra de Maracaju e ao distrito de Piraputanga, conhecido por paisagens de morros, rios e áreas de lazer. O município oferece opções para quem procura trilhas, banhos de rio, pesca, cavalgadas e atividades em propriedades rurais.

Em roteiros pelo Pantanal, a cidade pode ser combinada com Miranda e Corumbá. A escolha do período da viagem deve considerar o clima, as condições das estradas e o tipo de passeio desejado. Em áreas rurais e pantaneiras, a contratação de operadores locais pode facilitar o acesso e aumentar a segurança do visitante.

Campo Grande: a capital e a diversidade cultural

Campo Grande é a principal porta de entrada para muitos viajantes que chegam a Mato Grosso do Sul. A capital reúne aeroporto, rede hoteleira, comércio, restaurantes, espaços culturais e serviços que ajudam a estruturar viagens para outras regiões do estado.

Embora não tenha o mesmo perfil de Bonito ou Corumbá, Campo Grande oferece atrações próprias. A cidade tem áreas verdes, parques, museus, centros culturais e feiras tradicionais. A Feira Central é conhecida pela variedade de comidas e produtos regionais, incluindo o sobá, prato associado à presença da comunidade de imigrantes okinawanos na capital.

O Parque das Nações Indígenas é um dos espaços mais conhecidos da cidade. Com áreas arborizadas, lago e locais para caminhada, o parque representa uma opção de lazer urbano e contato com a natureza. A capital também concentra restaurantes de diferentes estilos, o que permite experimentar pratos ligados à culinária sul-mato-grossense.

Campo Grande funciona ainda como ponto de partida para trajetos pelo interior. A partir da capital, o visitante pode seguir para Bonito, Pantanal, região de Dourados ou municípios do chamado Caminho dos Ipês, dependendo do tempo disponível e do meio de transporte escolhido. (turismo.ms.gov.br)

Ponta Porã: uma experiência marcada pela fronteira

Ponta Porã está no sul do estado e faz divisa com Pedro Juan Caballero, no Paraguai. A separação entre as duas cidades é marcada por uma fronteira seca, sem a presença de um rio como limite natural. Essa característica influencia a rotina local, o comércio e as experiências turísticas.

O município é conhecido pelo turismo de compras e pela circulação entre os dois lados da fronteira. O visitante encontra lojas, mercados e restaurantes, mas deve observar as regras brasileiras para entrada de mercadorias e ter atenção às condições de pagamento, câmbio e documentação.

Além do comércio, Ponta Porã tem alternativas ligadas à história, à cultura e ao turismo rural. A região possui parques, propriedades, áreas de contemplação e locais relacionados à memória da fronteira. A presença de influências brasileiras e paraguaias aparece na gastronomia, na música e nos costumes.

Por estar distante de destinos como Bonito e Corumbá, Ponta Porã costuma fazer mais sentido em roteiros próprios pela região sul de Mato Grosso do Sul. A cidade também pode ser combinada com municípios próximos, desde que o visitante verifique previamente as distâncias e as condições de deslocamento. (turismo.ms.gov.br)

Dourados: cultura, gastronomia e diversidade

Dourados é um dos principais centros urbanos do interior de Mato Grosso do Sul. A cidade se destaca pelas atividades de comércio e serviços, pela produção agropecuária e pela presença de diferentes grupos culturais.

O município também tem relação com a história e a cultura dos povos indígenas. A Reserva Indígena de Dourados reúne comunidades Guarani, Kaiowá e Terena. Qualquer visita a esse tipo de território deve ser feita com respeito às regras definidas pelas próprias comunidades e, quando necessário, com acompanhamento autorizado.

Eventos, festas tradicionais, restaurantes e espaços de produção artesanal ajudam a compor o perfil turístico da cidade. Dourados pode servir como base para conhecer atrações do sul do estado ou como parada em viagens entre a capital, a fronteira e a região de Bonito.

O município não substitui os destinos de natureza da Serra da Bodoquena, mas oferece outra perspectiva sobre Mato Grosso do Sul: a de um estado formado também por diversidade cultural, agricultura, universidades, comércio regional e presença indígena. (turismo.ms.gov.br)

Como escolher o destino

A escolha da cidade depende do tipo de viagem. Bonito e Jardim são mais indicadas para quem procura rios, cachoeiras, grutas e atividades de ecoturismo. Corumbá e Aquidauana atendem melhor a quem quer conhecer o Pantanal, observar animais e vivenciar paisagens ligadas aos rios e às áreas alagáveis.

Campo Grande é uma escolha prática para quem deseja combinar atrações urbanas com deslocamentos para o interior. Ponta Porã oferece uma experiência de fronteira, enquanto Dourados apresenta aspectos ligados à cultura, à gastronomia, à economia regional e à diversidade dos povos que vivem no estado.

Em todos os casos, vale conferir a distância entre as cidades, reservar passeios com antecedência quando necessário e verificar as condições climáticas e de acesso. Mato Grosso do Sul é extenso, e os deslocamentos podem ocupar parte importante do roteiro. Com planejamento, é possível conhecer diferentes paisagens e entender por que o estado reúne natureza, história e cultura em uma mesma viagem.