Adotar cuidados básicos para prevenir doenças em Mato Grosso do Sul é uma forma de proteger a própria saúde, reduzir a transmissão de infecções e evitar complicações. Medidas como manter a vacinação atualizada, lavar as mãos, consumir água segura, armazenar corretamente os alimentos e eliminar recipientes com água parada fazem parte da rotina de prevenção recomendada pelos serviços de saúde.
Esses cuidados não substituem a avaliação de um profissional, especialmente quando há febre persistente, falta de ar, dor intensa, sangramentos ou piora rápida do estado geral. Em caso de sintomas, a orientação é procurar uma unidade de saúde e evitar a automedicação.
Manter a vacinação atualizada
A vacinação é uma das principais formas de prevenir doenças infecciosas. O Calendário Nacional de Vacinação organiza as doses indicadas para crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, além de orientar a imunização de grupos com condições específicas de saúde.
O primeiro passo é verificar a caderneta e procurar uma unidade de vacinação quando houver doses atrasadas. De acordo com o Ministério da Saúde, a falta do cartão não impede a aplicação das vacinas indicadas. O serviço pode avaliar o histórico disponível e orientar a atualização do esquema.
Entre as vacinas previstas no calendário estão imunizantes contra doenças como hepatite B, poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, febre amarela, meningites, difteria, tétano, coqueluche e influenza, conforme a idade e as condições de cada pessoa. O calendário pode ser atualizado, por isso é importante consultar as orientações oficiais antes de buscar a vacinação.
Gestantes, crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas devem ter atenção especial às recomendações. Alguns grupos podem precisar de vacinas ou estratégias específicas, definidas pela equipe de saúde.
Eliminar criadouros do Aedes aegypti
O controle do mosquito Aedes aegypti é uma das medidas mais importantes de prevenção em Mato Grosso do Sul, onde doenças como dengue e chikungunya circulam. A fêmea do mosquito deposita ovos em recipientes que acumulam água, inclusive em pequenos volumes.
A prevenção deve ser feita durante todo o ano, e não apenas quando há aumento de casos. A Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso do Sul destaca que muitos criadouros estão dentro das residências ou em áreas próximas.
- Verifique vasos de plantas, pratos, baldes, garrafas, pneus e outros recipientes que possam acumular água.
- Mantenha caixas-d’água, tonéis e reservatórios bem tampados.
- Limpe calhas, lajes, ralos e canaletas para evitar pontos de acúmulo.
- Descarte corretamente materiais que não são mais utilizados.
- Troque a água de animais domésticos e lave os recipientes com frequência.
- Use telas, roupas que cubram a pele e repelentes em áreas com transmissão, conforme as orientações do rótulo e dos serviços de saúde.
A vistoria deve incluir quintais, áreas de serviço, garagens, terrenos e locais de trabalho. A colaboração dos moradores complementa as ações de vigilância e controle realizadas pelo poder público.
Reconhecer os sinais de alerta da dengue
Febre alta de início repentino, dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares ou articulares, prostração, náusea e manchas vermelhas podem ocorrer em casos de dengue. Esses sintomas também podem aparecer em outras doenças, por isso o diagnóstico deve ser feito por um serviço de saúde.
O Ministério da Saúde orienta procurar atendimento imediatamente diante de sinais como dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, tontura ou sensação de desmaio, dificuldade para respirar e sangramentos no nariz, nas gengivas ou nas fezes. A piora pode ocorrer quando a febre começa a diminuir, geralmente entre o terceiro e o sétimo dia de sintomas.
Durante uma suspeita de dengue, a pessoa deve evitar a automedicação e seguir as orientações recebidas no atendimento. O tratamento pode incluir repouso e ingestão adequada de líquidos, mas medicamentos devem ser utilizados somente com orientação profissional.
Lavar as mãos nos momentos corretos
A higiene das mãos ajuda a interromper a transmissão de microrganismos responsáveis por infecções respiratórias, doenças diarreicas e outros problemas de saúde. A recomendação é usar água e sabonete, especialmente antes de preparar ou consumir alimentos, depois de usar o banheiro, após trocar fraldas, depois de tossir ou espirrar e ao voltar da rua.
Também é importante higienizar as mãos depois de tocar em animais, manusear lixo, mexer com terra ou manipular carnes cruas. Quando não houver água e sabonete disponíveis, pode-se utilizar preparação alcoólica adequada para as mãos, desde que não estejam visivelmente sujas.
A lavagem deve alcançar palmas, dorso, dedos, unhas, polegares e punhos. O procedimento precisa ser feito com atenção, sem apenas molhar rapidamente as mãos.
Ter cuidado com água e alimentos
Água e alimentos contaminados podem transmitir infecções e causar diarreia, vômitos, dor abdominal e desidratação. Para reduzir o risco, o Ministério da Saúde recomenda o consumo de água tratada e a adoção de boas práticas no preparo, armazenamento e transporte dos alimentos.
- Lave as mãos antes de preparar refeições e antes de comer.
- Higienize frutas, verduras e legumes com água potável antes do consumo.
- Mantenha alimentos crus separados daqueles já prontos.
- Cozinhe bem carnes, ovos e outros alimentos que exigem cocção.
- Conserve produtos perecíveis em temperatura adequada.
- Evite consumir alimentos com aparência, cheiro ou validade alterados.
- Observe as condições de higiene do local ao comprar comida pronta.
Recipientes usados para armazenar água também precisam estar limpos e protegidos. Em caso de dúvida sobre a qualidade da água, a orientação é buscar informações com o serviço municipal responsável pelo abastecimento ou com a unidade de saúde.
Prevenir doenças respiratórias
Ambientes ventilados ajudam a reduzir a concentração de partículas respiratórias. Sempre que possível, mantenha portas e janelas abertas, principalmente em locais com muitas pessoas. Evite compartilhar objetos de uso pessoal, como copos, talheres e toalhas.
Ao tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com o braço ou com um lenço descartável. A higiene das mãos deve ser feita depois. Pessoas com sintomas respiratórios devem evitar contato próximo com indivíduos mais vulneráveis e procurar orientação quando houver piora ou dificuldade para respirar.
Em situações específicas, o serviço de saúde pode recomendar o uso de máscara ou outras medidas de proteção. As orientações podem variar conforme a doença, a circulação de vírus e o perfil de risco de cada pessoa.
Cuidar da alimentação, do sono e da atividade física
A prevenção de doenças também depende de hábitos que contribuem para o funcionamento adequado do organismo. Uma alimentação variada, com preferência por alimentos in natura ou minimamente processados, ajuda a compor uma rotina mais saudável.
Também é importante manter horários regulares de sono, evitar o consumo excessivo de bebidas alcoólicas e não fumar. A prática de atividade física deve respeitar a idade, as condições clínicas e os limites individuais. Pessoas sedentárias ou com doenças preexistentes podem buscar orientação antes de iniciar exercícios mais intensos.
Em dias quentes, comuns em diferentes períodos do ano no estado, a hidratação e a proteção contra a exposição excessiva ao sol merecem atenção. Crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas podem ser mais vulneráveis aos efeitos do calor.
Não interromper tratamentos e consultas
Quem tem hipertensão, diabetes, asma, doenças cardiovasculares ou outras condições crônicas deve manter o acompanhamento de saúde. O controle adequado reduz o risco de agravamentos e ajuda a identificar alterações antes que elas se tornem mais sérias.
Não interrompa medicamentos por conta própria, mesmo quando os sintomas melhorarem. Em caso de efeitos adversos, dúvidas ou falta de remédio, procure a unidade responsável pelo acompanhamento. O profissional poderá avaliar a necessidade de ajuste ou substituição.
Quando procurar atendimento
Febre persistente, falta de ar, dor forte, confusão mental, desmaio, sinais de desidratação, convulsões, sangramentos e piora rápida exigem avaliação profissional. Crianças pequenas, gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas devem ser observados com atenção redobrada.
O atendimento pode ser feito pela rede do Sistema Único de Saúde, conforme a gravidade e a organização local. Em uma emergência, procure imediatamente um serviço de urgência. Leve a caderneta de vacinação, informe os medicamentos em uso e relate quando os sintomas começaram.
Cuidados simples não eliminam todos os riscos, mas ajudam a reduzir a ocorrência e a gravidade de diversas doenças. Em Mato Grosso do Sul, a prevenção depende da participação conjunta das famílias, das comunidades e dos serviços de saúde.








