Mato Grosso do Sul ampliou ações de prevenção e conscientização em áreas como saúde pública, vacinação, combate às arboviroses, saúde mental e proteção contra eventos climáticos. As iniciativas envolvem o Governo do Estado, prefeituras, órgãos de vigilância e a participação direta da população.
Na prática, o trabalho combina monitoramento de riscos, capacitação de profissionais, campanhas educativas e orientação para que os moradores adotem medidas preventivas no dia a dia. A proposta é reduzir a ocorrência de doenças, identificar situações de risco com antecedência e facilitar o acesso da população aos serviços públicos.
Entre as principais frentes estão a eliminação de criadouros do Aedes aegypti, a atualização da vacinação, o acompanhamento de doenças de importância epidemiológica, a promoção da saúde mental e o fortalecimento da preparação para chuvas intensas, estiagens, incêndios florestais e tempestades.
Combate ao mosquito depende de cuidados dentro de casa
Uma das ações de prevenção em Mato Grosso do Sul está relacionada ao controle do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, da chikungunya e do zika vírus. A Secretaria de Estado de Saúde mantém o monitoramento de casos e indicadores das arboviroses em parceria com os municípios, mas destaca que a participação dos moradores é indispensável.
Grande parte dos criadouros costuma estar em imóveis residenciais ou nas áreas próximas. Por isso, a orientação é reservar alguns minutos por semana para verificar quintais, varandas, calhas, caixas-d’água, ralos, vasos de plantas, pneus, garrafas, lonas e recipientes que possam acumular água.
O cuidado deve incluir a retirada da água parada, a limpeza dos recipientes e o armazenamento adequado de materiais que ficam expostos à chuva. A caixa-d’água precisa permanecer fechada, enquanto pratos de vasos devem ser esvaziados ou preenchidos com areia, conforme a orientação dos serviços de saúde.
A prevenção não deve ocorrer apenas durante períodos de aumento de casos. O ciclo do mosquito pode ser interrompido com medidas simples e contínuas, realizadas antes que os criadouros se transformem em focos de transmissão. A Secretaria de Estado de Saúde reforça que o monitoramento público precisa ser acompanhado pela rotina de cuidados da população.
Vacinação e vigilância ajudam a evitar a reintrodução do sarampo
Outra frente de prevenção envolve a vacinação e a vigilância de doenças transmissíveis. Em 2025, Mato Grosso do Sul reforçou a imunização contra o sarampo, manteve o acompanhamento de doenças exantemáticas e promoveu ações de busca ativa para localizar pessoas que ainda não haviam completado o esquema vacinal.
A campanha estadual “MS Vacina Mais: Sarampo” mobilizou os 79 municípios. Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, até outubro de 2025 a cobertura registrada foi de 97,16% na primeira dose da vacina tríplice viral e de 83,65% na segunda dose. Os índices mostram a importância de manter a vacinação de rotina e de ampliar a proteção entre os grupos indicados.
Os responsáveis devem conferir a caderneta de vacinação das crianças e procurar uma unidade de saúde para verificar se há doses pendentes. Em caso de dúvida sobre o esquema vacinal, a orientação é levar o documento à unidade básica de saúde e seguir a avaliação dos profissionais.
Além da vacinação, a vigilância depende da identificação rápida de sintomas e da comunicação aos serviços de saúde. Febre, manchas no corpo e outros sinais compatíveis com doenças infecciosas devem ser avaliados por profissionais. O atendimento precoce ajuda a orientar o diagnóstico, evitar a circulação de informações incorretas e adotar medidas de controle quando necessário.
Capacitação prepara municípios para identificar casos de malária
O Estado também ampliou a preparação da rede de saúde para a vigilância da malária em áreas relacionadas à Rota da Celulose. Em junho de 2026, a Secretaria de Estado de Saúde e o Ministério da Saúde promoveram, em Três Lagoas, o evento “Malária em Foco – Vigilância e Resposta na Região Extra-Amazônica da Rota da Celulose”.
A atividade reuniu profissionais de Três Lagoas, Costa Rica, Chapadão do Sul, Inocência e Brasilândia. Participaram equipes de vigilância epidemiológica, laboratórios, controle vetorial, assistência e gestão municipal.
O objetivo foi fortalecer a capacidade dos municípios para identificar, investigar e responder a possíveis casos. A mobilidade de trabalhadores e a circulação de pessoas entre diferentes regiões tornam importante a preparação dos serviços, especialmente em áreas que recebem novos empreendimentos ou têm intensa movimentação populacional.
Para a população, a recomendação é procurar atendimento diante de sintomas persistentes e informar ao profissional de saúde sobre viagens, deslocamentos e possíveis exposições. Essas informações podem contribuir para a investigação clínica e epidemiológica.
Programa estimula prevenção em saúde mental entre jovens
A conscientização também está presente nas políticas voltadas à saúde mental. O Programa Inspira Jovem foi criado para fomentar ações de promoção, prevenção, acolhimento e fortalecimento da atenção aos jovens de 15 a 29 anos residentes em Mato Grosso do Sul.
A iniciativa prevê articulação entre órgãos públicos, instituições privadas, sociedade civil, conselhos de direitos e outras entidades. O público prioritário inclui jovens em situação de vulnerabilidade social, como moradores de áreas urbanas de risco, comunidades indígenas, quilombolas e regiões rurais.
Entre os objetivos estão ampliar a conscientização sobre saúde mental, divulgar a rede pública de atenção psicossocial e desenvolver estratégias para enfrentar situações de sofrimento e adoecimento psíquico. O programa também busca promover ações de informação com linguagem acessível e adequada à realidade dos jovens.
Familiares, professores e colegas podem contribuir observando mudanças persistentes de comportamento, isolamento, queda no rendimento, desesperança ou falas relacionadas à morte. Esses sinais não devem ser tratados com julgamento. A orientação é conversar com acolhimento e buscar ajuda na rede de saúde ou em serviços especializados.
Informações sobre o programa e seus objetivos estão disponíveis na página do Inspira Jovem, da Secretaria de Estado da Cidadania.
Defesa Civil amplia monitoramento com participação de voluntários
As ações de prevenção também alcançam os riscos provocados por eventos climáticos. O programa MonitorAção, da Defesa Civil de Mato Grosso do Sul, mobiliza voluntários para acompanhar e interpretar condições climáticas em diferentes áreas do Estado.
A proposta é ampliar o monitoramento local, apoiar a emissão de alertas e aproximar as comunidades do Sistema de Proteção e Defesa Civil. A iniciativa considera situações como chuvas intensas, estiagens, incêndios florestais, vendavais e tempestades severas.
Os dados obtidos podem ajudar as defesas civis municipais, órgãos de segurança, meio ambiente, infraestrutura, saúde e assistência social a planejar respostas mais rápidas. O programa também prevê a participação de universidades, centros de pesquisa e instituições parceiras.
Moradores de áreas expostas a riscos podem acompanhar os alertas oficiais, manter documentos e medicamentos protegidos, identificar rotas seguras e combinar formas de comunicação com familiares. Durante tempestades, é recomendável evitar áreas alagadas, não atravessar córregos ou pontes cobertas pela água e seguir as orientações das autoridades.
O MonitorAção apresenta informações sobre o funcionamento do programa, o público participante e os canais institucionais da Defesa Civil.
Como a população pode participar
A prevenção depende de medidas individuais e da cooperação com os serviços públicos. Entre as atitudes mais importantes estão:
- verificar semanalmente locais que possam acumular água;
- manter a vacinação atualizada e conferir a caderneta de crianças e adolescentes;
- procurar atendimento diante de sintomas persistentes ou sinais de doenças transmissíveis;
- compartilhar informações de fontes oficiais e evitar a divulgação de boatos;
- acompanhar alertas meteorológicos e orientações da Defesa Civil;
- comunicar situações de risco às autoridades municipais responsáveis;
- acolher pessoas em sofrimento emocional e incentivar a busca por ajuda profissional;
- participar de campanhas, mutirões e atividades educativas promovidas no município.
Também é importante lembrar que cada município pode organizar calendários, campanhas e canais próprios de atendimento. Por isso, o morador deve acompanhar os comunicados da prefeitura, da unidade básica de saúde, da vigilância municipal e dos órgãos estaduais.
Prevenção exige continuidade
As iniciativas de Mato Grosso do Sul mostram que a prevenção não se limita a campanhas pontuais. Ela envolve planejamento, vigilância, capacitação dos profissionais e participação comunitária.
Na saúde, a eliminação de criadouros e a vacinação reduzem riscos antes do surgimento ou da ampliação de surtos. Na proteção e defesa civil, o monitoramento ajuda a antecipar cenários de perigo. Na saúde mental, a informação pode facilitar o reconhecimento do sofrimento e a procura por atendimento.
Para acompanhar orientações atualizadas, a população deve priorizar os canais oficiais do Governo de Mato Grosso do Sul, da Secretaria de Estado de Saúde, da Defesa Civil e das prefeituras. Em situações de emergência, é necessário seguir as instruções das autoridades e não colocar a própria segurança ou a de outras pessoas em risco.








